quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mercado de Trabalho.

Nunca vou esquecer a primeira coisa que meu chefe me disse, no meu primeiro dia aqui no escritório: "Huaíne, com um grande poder, vem uma grande responsabilidade." Hm, não tenho bem certeza de que ele tenha dito isso, talvez eu tenha visto isso num filme. Talvez tenha sido a tia do Homem-Aranha. Na verdade o que ele me disse foi: "Aí voce liga o meu computador e abre a cortina pra dar um pouco mais de luminosidade...". Essa foi uma lição e tanto. Minha primeira lição como secretária de advogado. Nunca vou esquecer, juro.
E olha, isso foi há um ano e três meses. Impressionante como eu lembro das coisas tão bem. Me lembro de tantas coisas da minha vida. Acho que eu lembro até da minha primeira lembrança. Na verdade eu não tenho certeza qual é a minha primeira lembrança, porque caso eu a tenha esquecido, estou lembrando da minha segunda lembrança, pensando ser a primeira. Talvez a minha primeira lembrança seja a primeira coisa que eu esqueci. Ou não.
Bom, não me lembro disso agora, o que me lembro é que eu tenho uma memória fotográfica, muito boa mesmo. Me lembro de tudo.
Você não se aborrece quando as pessoas "esquecidas" tem a mania de perguntar a mesma coisa várias vezes? Minha mãe - que tem uma memória muito boa para uma senhora de 85 anos - sempre me pergunta: "Como você está, minha filhinha?" E eu sempre gentilmente respondo: "Bom mãe, se a senhora lêsse meu blog, saberia. Há! Há! Há!" E a gente ri horas a fio sobre isso, até que esquecemos do que estamos rindo e ela pergunta: "Mas como você está, minha filhinha?"
IRRITANTE, não é? Poxa vida, mãe, não basta a senhora já ter perguntado isso, como insiste em não saber sobre a vida excitante da sua filha pela internet? Fim da picada. Bom, se a senhora lêsse meu blog, por exemplo, saberia que eu fui mal em quase todas as provas dessa semana (e se, por coincidência, começou a ler o blog hoje, saiba que isso é uma brincadeirinha).
Mas o que estou tentando dizer, nem é isso. O que estou tentando dizer, é que sem uma memória fotográfica (como a minha, cof cof), dificilmente você consegue ingressar no mercado de trabalho.
Me lembro perfeitamente de todos os meus empregos. Que na verdade são só dois, esse aqui e os que eu encerava o carro do meu pai e ele me dava 10 reais. Se houveram mais empregos, não me lembro.
É muito importante arrumar um emprego logo quando jovem, pois você adquire muitas experiências. Eu aprendi, por exemplo, que não adianta passar gel de cabelo no carro que nao vai parecer que você passou cera. Isso no máximo vai deixar o carro com um ar mais Elvis Presley. Que, convenhamos, o uno que meu pai tinha na época não era nada rock'n-roll.
Então amiguinhos, espero que vocês tenham aprendido a lição de hoje: Com um grande poder, vem uma grande responsabilidade.
Hm, acho que era essa a lição, não me lembro...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A vida militar.

Engraçado, mesmo eu tendo quase 20 anos de experiência com soldadinhos, quartéis e roupas camufladas, não consigo me chamar de “expert” quando o assunto é milico.
Esses dias fui ao dentista, cujo consultório fica dentro do quartel. Vou ao dentista pelo FUSEX (fundo de saúde do exército, acho). O Tenente Roberto, que é muito legal, pois não preciso chamá-lo de Doutor, basta “Tenente” e ele já fica contente, nunca sabe que tipo de regra seguir: se é a que diz que dentistas sempre atrasam ou a que militares nunca atrasam. Acho que é por isso que ele sempre atrasa uns 15 minutinhos, pra ficar no meio termo.
Bom, voltando a minha historia. Estava eu no dentista, tudo certo, contei várias das minhas piadas prediletas, levei vários tapinhas nas costas, que não sei se é porque estavam gostando, ou se era pra eu parar de contar piadas. Até que terminamos e tive que sair.
Nunca vou ao quartel em horário de expediente normal, meu dentista é sempre antes. Porém, como ele sempre atrasa, terminamos às 8h00.
Oito horas é quando oficialmente começa o experiente no exército. Todos os dias a mesma coisa. Então por que será que eles tem que celebrar TODA vez? Por que dessas cornetinhas todo dia? A gente já não ouviu isso a semana passada inteira?
Sempre me sinto mal, porque parece que esses caras são “acionados” pelo som da corneta. O que é muito estranho. Na verdade eu acho que eles estão brincando de estátua todas as manhãs. “Estou aqui me mexendo e (...)” TÃNÃNÃNÃÃÃÃ “(...) opa, todo mundo parado em posição de sentido”. “ Vamos lá pessoal, ele tocou a corneta.”
O grande problema é que eu não sou militar. Não sei o que se deve fazer quando tocam aquela coisa. Todo mundo pára e só eu fico me movendo. Algo está errado. Sou eu ou paramos no tempo? Até que param de tocar e tudo volta ao normal. “Ufa achei que tínhamos parado mesmo no tempo.”
Esse lance de milico é mesmo pura palhaçada. Hoje de manhã estava pegando uma carona com o meu pai, pra vir trabalhar, até que toca o telefone dele e.. “Alô? John?” (meu pai chama todo mundo de John ao telefone). “O que? Hoje é para ir à paisana? Beleza, valeu hein cara.” E saiu correndo para pôr uma roupa normal.
Não entendo. Se eles podem de vez em quando ir para o quartel com roupas normais, porque vão todo dia com aquela coisa camuflada? Do que eles estão se camuflando? Não moramos numa floresta.
Quando eu tinha cinco anos, meu irmão, que na época era seis anos mais velho que eu (e por coincidência, ainda é), foi para o “Soldado por um dia”, onde eles colocam as crianças em campos de guerra, para batalhar com seus outros amiguinhos por um pão com margarina. Não sei se era bem assim, não era permitido meninas. Mas imagino que era isso, porque meu irmão odiou. Ele foi todo orgulhoso, vestido com uma mini fardinha verde igual à do meu pai, porque eles desde cedo ensinam os filhos a se vestir de planta.
Outra coisa sem sentido é a vila militar. Aquelas casinhas, todas iguais, da mesma cor, com pessoas iguais. A única vantagem é que se você vai visitar alguém, sabe exatamente onde fica o banheiro.
Desde que eu moro na vila militar, sempre tem algum soldado passando em frente à minha casa. Não sei se ainda é o mesmo ou se eles revezam. Mas pra quê? Nunca aconteceu nada e provavelmente nunca vai acontecer. Quem é o idiota que vai assaltar uma vila militar? Tem tanta casa normal por aí.
Muito insano.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

e a vida é linda, afinal.

Sempre chega um momento na vida, que você pára para pensar... Na verdade esse momento chega com muita frequência, porque por mais que você queira, nunca pára de pensar.
Já percebeu? É um inferno, na minha opinião, porque nem sempre eu quero estar na minha companhia. E as vezes o que eu penso é MUITO CHATO.
Mesmo assim, chega aquele momento de auto-avaliação, que se você for como eu, chega nas piores horas, tendo em vista que eu deveria estar trabalhando.
Mas quando a inspiração bate, é hora de não abandoná-la, porque na pior das hipóteses, ela pode nunca mais voltar.
19 anos é uma fase idiota. Todo ano eu penso que estou no auge da minha maturidade - e esse ano não é diferente - e sempre acabo descobrindo que há tanto que aprender e como eu fui imatura todos esses anos.
A verdade é que agora eu tenho muito mais segurança do que faço, seja isso legal ou não.
Odeio e adoro a minha faculdade toda semana. Odeio as pessoas, odeio os professores, o curso não exige nada da minha capacidade intelectual (porque modéstia à parte, eu sou inteligente demais pra responder à "O que é uma tesoura?"). No entanto, gosto de saber que depois vou poder dizer por aí que sou formada em moda.
Fútil ou não, eu gosto de moda e acho que tenho uma vocação "meia-boca" para isso.
Meu cabelo vai bem, esse é o primeiro ano dele indo bem. Estou orgulhosa. Só quem me conhece de longa data sabe o quanto é gratificante saber que meu cabelo vai bem. Minhas unhas e minha pele também vão bem e acho que isso em boa parte se dá ao fato de que, na falta do que fazer aqui no escritório, eu tomo várias garrafas d'água. Acredite quando dizem o quanto se hidratar faz bem.
Também acho que isso tem a ver com eu estar "muito mais segura do que faço agora".
Meu trabalho é muito legal e eu adoro. É tão raro as pessoas gostarem do próprio trabalho que eu me sinto privilegiada. Meu trabalho é muito simples. Eu tenho que chegar no horário todas as manhãs, atender o telefone umas duas ou três vezes e para isso ganho um salário bem razoável.
Adoro ler. E essa é outra vantagem do meu trabalho. Como nunca tem o que fazer, nesses poucos meses pude ler vários livros legais.
Li o 'Na Natureza Selvagem' do Jon Krakauer e fiquei completamente fascinada.
A idéia toda de ser livre, de regras, de sentimentos e de tudo o que te prende, me deixa maravilhada. Se você nao leu o livro, problema seu, pois vou continuar fazendo referências à ele.
Ultimamente tenho me sentido como Chris McCandless (do livro, sacaram?). Me desprendi de tantas pessoas e isso tem sido tão bom. Não se importar com ninguém, te dá uma liberdade e tanto. Você não pensa se vão te reprovar no que você faz, não hesita em viajar, se mudar, engordar, cortar o cabelo... é ótimo.
Eu já não ligo mais se os meus cinco últimos "relacionamentos" tenham sido meramente carnais, até porque nao vejo nada de errado nisso. É ótimo ter amigos apenas para satisfação sexual - desde que seu pai nunca descubra.
Meus amigos vão bem, são todos legais e prestativos. Fui ao cinema sábado e foi legal também.
Estou feliz comigo mesma e a vida é linda, afinal.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Carta para minha amiga.

Querida Aline

Só queria lhe mandar um bilhetinho para agradecer ao convite para a sua festa semana passada. Não sou muito boa em festas. Mas acho que você já sabe disso agora. Me sinto estranha perto das pessoas, e tento compensar agindo de forma que as pessoas que ainda não me conhecem me acham estranhíssima. Por outro lado, você me conhece bem e, além disso, você é uma pessoa muito sensível e, por que não dizer, muito bondosa e tolerante.

Acho que o que estou tentando dizer é que sinto muito, mas muito mesmo pelo que aconteceu. Talvez tenha sido bom, quem sabe. Talvez essa seja uma coisa da qual daqui a um tempo vamos lembrar e rir. Tudo bem, talvez seja um pouco mais do que daqui a um tempo. Quem sabe, talvez, depois de algumas décadas, há chance de ainda rirmos. Não há? Ai, meu Deus! Estou tão chateada.

Sei que somos amigas o suficiente pra que eu dê um telefonema para você, mas achei que uma carta seria preferível por dois motivos. Primeiro, é mais fácil dizer coisa numa carta do que pessoalmente. E segundo, parece que você não atende mais aos meus telefonemas.

Algumas vezes ninguém atende ao telefone – mesmo que eu deixe tocar mais de 500 vezes (eu já contei). Outras vezes, alguém que parece ser você, (mas eu tenho certeza que não é) atende e pergunta quem é. Quando eu digo “Hua”, essa pessoa (que como eu disse antes, tenho certeza de que não é você, pois você é uma pessoa que tem muita compaixão) imediatamente passa a falar com um sotaque russo, obviamente falso, e diz: ”Ela não em casa. Ela mudar parra lugar longe sem telefone. Por favor, deixe ela em paz,”

Dito isto, deixe-me apresentar meu pedido de desculpas.

Acho que muito do que aconteceu devido ao bolo de rum que eu levei para a sua casa. Dei uma olhada rápida na receita, e agora vejo que ela pedia duas colheres de sopa de rum. Por alguma razão que eu desconheço – talvez por eu estar nervosa, pois cozinhar nunca foi o meu forte – eu li “duas garrafas” de rum. Foi realmente um erro, mas seus sobrinhos pequenos iam ter mesmo que descobrir o que era uma ressaca.

Eu comi pelo menos duas fatias do bolo de rum, e acho que foi por isso que saí gritando para todo mundo ouvir que seu nome verdadeiro é Overlaine. Achei que todo mundo já soubesse. Achei também que todo mundo ia achar o seu apelido “Free Willy” engraçado. Agora sei que não é nada engraçado. De qualquer forma, isso não deveria te incomodar mais, pois você não é mais gorda. Ah sim, sinto muito também por ter contado para todo mundo sobre a sua lipoaspiração. Mas pelo menos eu não contei a ninguém sobre a sua cirurgia para aumentar os peitos. Ah, é mesmo, eu contei. Foi mal.

Em relação ao que eu chamo de “O Incidente da Mímica”, por alguma razão, fico um pouco competitiva (tudo bem, muito competitiva) quando participo de jogos de salão – mais uma vez, para compensar minhas próprias inseguranças. Foi por isso que, quando o Pastor Green não conseguia adivinhar que eu estava fazendo “Tomates Verdes Fritos” e insistia em dizer “Dois cavalos para a Irmã Sara” (que você há de convir, não chega nem perto – não tem nem o mesmo numero de palavras) me irritei.

Isso de forma nenhuma desculpa o fato de eu chamá-lo de pastorzinho filho de uma @#$+,!%@#!&* débil mental comedor de #$%&@. E também quando – de brincadeira – dei a entender que ele molestava crianças, eu não tinha idéia do processo a que ele responde.

Agora, o presente. Eu estava com a impressão errada de que a festa era pra comemorar o seu chá de panela – gente, me esqueci que você já está casada há dois anos, vocês parecem dois pombinhos! Foi por isso que levei um presente que eu considerava uma brincadeirinha. Eu não sabia que a festa era pra comemorar os 90 anos da sua avó. Se eu soubesse, jamais teria levado aquela calcinha sem os fundilhos e cupom para um piercing gratuito no mamilo.

Eu admito que exagerei na risada quando sua avó abriu o presente (desculpe pelo vinho que saiu do meu nariz e foi parar no seu carpete novo – aquela mancha deve sair com uma pedra e gelo e não com coca-cola como eu tentei naquela noite), mas achei que ela estava rindo também. Agora sei que ela estava com hiperventilação. Eu juro nunca tinha visto a cara de alguém tão vermelha assim. Foi por isso que eu gritei: “Olha só a velha! Hahaha! Parece um tomate gigante!”

Não foi engraçado.

Fico muito feliz de saber que sua avó saiu do hospital. Fui eu que mandei aquela cesta cheia de biscoitos amanteigados. Ninguém me avisou que ela era diabética. Ela só comeu alguns, e quando liguei para o hospital, me disseram que os médicos mandariam ela ficar no máximo 3 ou 4 dias na UTI.

Essa é a parte mais difícil de explicar. Sei que quando você abriu a porta do seu quarto, parecia que eu estava raspando o pêlo do seu cachorro. Olha, eu estava raspando o pêlo do seu cachorro, mas não pelo motivo que você está pensando. Eu não falei: “Humm, acho que esse cachorrinho da Overlai...da Aline ia ficar melhor com menos pêlo”. Apesar de que, você tem que admitir que o corte fez o Chaplin ficar bem diferente dos outros cachorros (não importa o que os juízes do concurso do “O cachorro do ano” tenham dito ao desclassifica-lo).

O que aconteceu foi que ao tentar cuspir meu chiclete de um lado para o outro da cozinha para acertar a lixeira (um truque que, modéstia à parte, faço muito bem), errei o alvo e caiu no pêlo do Chaplin. Eu tentei arrancar, mas a emenda ficou pior que o soneto. Por isso maloquei ele dentro da lixeira e levei-o para o seu quarto na esperança de encontrar uma tesoura para que pudesse tirar aquele chiclete dali. Mas só encontrei sua gilete de raspar as pernas e pensei: “Pôxa, de repente vai funcionar.” E na verdade funcionou, o chiclete saiu. Peço desculpas por terem ficado alguns pedaços grudados na sua cortina. Pensei que era um guardanapo grande de papel.

Você tem todo o direito de perguntar por que eu estava vestindo um biquíni seu enquanto tosava seu cachorro. Boa pergunta. Enquanto eu procurava a tesoura, achei o biquíni na terceira gaveta do seu armário (eu não abri a segunda gaveta, não precisa ficar envergonhada). Eu tinha visto aquele biquíni numa vitrine naquele dia e achei que ia ficar lindo em mim. Achei que seria uma boa oportunidade para experimentá-lo.

Acredito que você pode perceber agora que havia uma explicação lógica para tudo o que aconteceu na sua festa, que fora isso, foi muito bem-sucedida.

Espero que você encontre no seu coração generosidade para me perdoar, e que nós sejamos tão boas amigas quanto sempre fomos até o fim de semana passado.

Com amor, Huaíne.

Ps: Ah, sim, quase me esqueci. Eu sinto muito também por ter mordido seu marido, quer dizer, seu ex-marido, na bunda. Foi mal.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Take me back, NASA

Há uns 10 anos atrás, eu jurava de pés juntos (e "ai" de quem discordasse) que eu seria astronauta. Para mim, era uma excelente opção de carreira, principalmente por ser muito divertido e pela oportunidade de conhecer vários planetas, coisas que outras garotinhas não fariam.

Não que eu fosse uma criança que não se divertisse na Terra, eu me divertia, mas não sei por que eu achava que Saturno seria uma viagem muito mais alucinante.

Mas até aí tudo bem, eu tinha só oito anos, na época que era bonitinho não saber das coisas.

Hoje em dia não me acham mais bonitinha por não saber das coisas. Com que idade isso muda para ignorância?

Não que eu não saiba o que eu quero fazer da vida, eu até sei. Eu vou pra faculdade todos os dias (ou boa parte deles) para aprender uma profissão, certo?

O problema é que me enganaram. Eu escolhi moda pelo glamour da coisa (se é que você me entende), todas aquelas modelos lindas, cachês altíssimos, flashes, flashes, flashes (talvez eu seja mesmo ingênua). Mas a verdade é que quando eu estou na sala de aula, costurando, ouvindo várias pessoas, nada lindas, nem ricas, muito menos glamourosas, reclamando da vida e eu só pensando no que minha mãe fez de jantar, aí me bate aquela insegurança.

Eu sempre me imaginei - um pouco depois da fase em que a NASA era tudo pra mim - como uma estilista de sucesso, subindo na passarela batendo palminha, de braço dado com uma modelo maravilhosa do meu lado, que costumava no sonho ser a minha colega Aline, até me ocorrer que quando eu for famosa, ela não vai mais ter 17 anos. A menos que eu faça uma grife chamada “Flor da Idade” com modelos quarentonas, mas isso não deve chamar muito à atenção. Mas agora começo a achar que é um pouco distante demais da realidade.

De fato eu vou continuar fazendo a minha faculdade, mas não sem pensar no que teria acontecido se eu tivesse entrado em contato com a NASA, poderia MESMO ter dado certo.

Ah, meus oito anos, naquela época sim, eu sabia das coisas...